Comitiva de gestores do IFRN é recebida no Ministério do Planejamento

Cumprindo agenda marcada ainda em maio, uma comitiva de gestores do IFRN esteve em Brasília, para audiência com o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG) do governo federal, Esteves Pedro Colnago Junior. A reunião, anteriormente marcada para a terça, 5 de junho, só aconteceu na quarta, 6, tendo sido realizada com Walter Baere Araújo Filho, secretário executivo adjunto do MPDG. O ministro, depois do adiamento inicial, não pode receber as diretoras dos campi avançados Lajes e Parelhas e o diretor do Campus EaD, que, junto ao pró-reitor de Ensino, Agamenon Tavares e ao reitor do Instituto, Wyllys Tabosa, integraram o grupo. Ainda estavam presentes parte da bancada federal do RN na Câmara e no Senado, além de assessores parlamentares.

Pauta

A reunião no MPDG foi uma sugestão do ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva. Em reunião anterior, Rossieli se mostrou atento às reivindicações trazidas pelo grupo. “Comprometo-me a fazer o encaminhamento do que foi solicitado aqui ao Ministério do Planejamento, com o apoio da bancada federal do RN, com o estudo do que é necessário hoje para que as mudanças aconteçam, inclusive EaD”, declarou. Assim, o objetivo do encontro era a declaração de compromisso do ministro do Planejamento em dar às três unidades o status efetivo de campus. “O que queremos é a certidão de nascimento desses campi, ou seja, um documento que comprove e valide a atuação dessas escolas como campus, como unidades com autonomia e com o quadro de servidores que atenda às demandas que um campus tem”, disse Wyllys.

A classificação de campus dará mais autonomia às unidades, que hoje são geridas financeiramente pelo Campus Natal-Central (EaD) e Reitoria (Lajes e Parelhas), como também a ampliação do quadro de servidores e da capacidade de realizar ações e ofertar cursos. Lajes e Parelhas ofertam hoje cursos técnicos subsequentes e cursos técnicos integrados ao ensino médio. Para garantir essa oferta de modo adequado, promovendo Pesquisa, Extensão e o desenvolvimento da educação nas regiões Seridó e Central do estado é que os gestores encamparam o pleito.

Autonomia 

Falando pelo MPDG, Walter Baere, alegou que somente ao MEC caberia essa definição: “o MEC é o órgão que gerencia esses trâmites. Da nossa parte, afirmo que a situação é difícil. Se envolver aumento de gastos, é praticamente impossível”, declarou. Ao reitor do IFRN, Baere pediu que fosse feito um levantamento comparativo da atual oferta de cursos e turmas e a situação diante da alteração do status. Na sequência, Wyllys contra-argumentou que a mudança não trará novos custos ao governo federal: “precisamos dessa nova nomenclatura para a autonomia dessas unidades. Somente então, e numa implantação gradual, vamos buscar códigos de vagas, tanto de técnicos quanto de professores, junto à Rede”, ressaltou o reitor, referindo-se à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Ainda falaram Agamenon Tavares, destacando a expansão do IFRN, o alcance de suas ações nas áreas de Ensino, Pesquisa e Extensão e os números do Instituto, com 36 mil estudantes nas várias modalidades de oferta; Polyanna Brandão e Gerlúzia Azevedo, diretoras dos campi avançados Lajes e Parelhas, respectivamente, explicaram os desafios diante da perspectiva de oferta, já para 2019, de 800 vagas para alunos dos cursos técnicos. Alex Oliveira, diretor do Campus EaD, levou dados quantitativos e qualitativos sobre a oferta da unidade de ensino que comanda, através de 30 polos presenciais no Rio Grande do Norte e na Paraíba que chegarão à marca de cinco mil matriculados até o fim de 2018.

Ao fim da reunião, os gestores confirmaram o envio dos dados solicitados por Baere, ressaltando que a análise da reestruturação já está em uma planilha de mapeamento entregue ao MEC. “Apesar de perceber as dificuldades apontadas pelo secretário executivo, temos acompanhado a criação/ampliação de vários campi, a exemplo de Jucurutu, no próprio IFRN, o que mostra que há espaço para atendimento das nossas demandas, talvez faltando vontade política, seja no MEC ou no MPDG”, finalizou o pró-reitor de Ensino, Agamenon Tavares.

Fonte: IFRN



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