Garibaldi Filho diz desconhecer ações contra assessor durante a ‘Operação Satélites’

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O senador da República, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse desconhecer qualquer informação quanto às ações realizadas por agentes da Polícia Federal na residência de um de seus assessores, identificado como Lindolfo Sales, no tocante aos desdobramentos da ‘Operação Satélites’, deflagrada nesta sexta-feira 28 pela PF.

O posicionamento do parlamentar potiguar veio através de nota oficial encaminhada à imprensa pela sua assessoria. Segundo o texto, o senador também desconhece qualquer citação ao nome de Lindolfo no âmbito das investigações desta Operação. Nela, agentes da Polícia Federal e do Ministério Público buscaram documentos, equipamentos, mídias, arquivos e aparelhos eletrônicos na casa do investigado.

Marcos Braga, advogado de Lindolfo Sales, também emitiu comunicado oficial e utilizou o mesmo discurso do senador. De acordo com Braga, Sales recebeu a informação com surpresa, principalmente pelo fato de ‘não ter recebido’ qualquer documento que dessem razões à PF para instaurar investigações contra ele. Todavia, se mostrou a disposição da Justiça para ‘prestar os esclarecimentos necessários’.

Sobre o caso

A Polícia Federal realizou apreensões nesta sexta-feira 28 na residência de Lindolfo Sales, assessor do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), como parte da operação “Satélites”, que foca em políticos investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação se baseia em informações de uma delação premiada da Odebrecht.

Segundo a PF, o mandado de apreensões foi cumprido por uma equipe de Brasília. Lindolfo foi secretário de Planejamento e diretor do Departamento Estadual de Trânsito no governo de Garibaldi e, quando o senador foi ministro da Previdência, ocupou o cargo de presidente do INSS.

A Procuradoria-Geral da República informou que o objetivo da operação é de aprofundar as investigações de desvios na estatal Transpetro, coletando provas de crimes contra administração pública, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Além do Rio Grande do Norte, as investigações atingiram também estados como Alagoas, Sergipe, São Paulo e Distrito Federal.



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